Em um mundo cada vez mais digital, a comodidade de pagar com cartões traz desafios que podem sair muito caros. No primeiro trimestre de 2025, o Brasil registrou quase 2 milhões de tentativas de fraude no setor bancário, trazendo à tona a urgência de entender e combater esses ataques. Este artigo oferece um panorama atualizado, desvenda as táticas usadas por criminosos e apresenta dicas práticas para que você se proteja e ajude a fortalecer a segurança coletiva.
Segundo dados da Serasa Experian, 1 tentativa de fraude a cada 2,2 segundos foi registrada entre janeiro e março de 2025. Se concretizadas, essas ações representariam mais de R$ 15,7 bilhões em perdas para o sistema financeiro. No mesmo período, foram evitadas mais de 1,1 milhão de tentativas apenas em fevereiro.
O setor de bancos e cartões concentra 54% de todas as ocorrências de fraude no país. Além disso, 53,8% dos brasileiros afirmam já terem sido vítimas ou conhecerem alguém que sofreu golpe com cartão, e 27,5% revelam sentir medo recorrente de serem enganados. A Região Sudeste concentra quase metade dos casos, mas Norte e Nordeste apresentaram os maiores aumentos percentuais no último ano.
Golpistas adaptam constantemente suas técnicas para enganar consumidores e driblar sistemas de segurança. A seguir, os métodos mais comuns:
A maioria das vítimas tem entre 26 e 50 anos, grupo responsável por 59,5% das tentativas de fraude evitadas. Essas pessoas combinam alto poder de consumo com maior exposição às plataformas digitais. Jovens abaixo de 25 anos e idosos acima de 60 também sofrem ataques, pois apresentam vulnerabilidades específicas: o primeiro por inexperiência e o segundo por menor familiaridade com tecnologia.
Os criminosos investem em engenharia social sofisticada, usando dados coletados em redes sociais e bases de dados vazadas para personalizar abordagens. O uso de inteligência artificial para criar vozes falsas, falsificar documentos e gerar e-mails convincentes é uma tendência que eleva a sofisticação desses golpes.
Muitas vítimas só percebem o golpe quando recebem faturas infladas ou notam saques desconhecidos. O impacto financeiro médio por pessoa ultrapassa R$ 6.000, valor que pode comprometer o orçamento familiar e gerar dívidas de longo prazo.
Além das perdas monetárias, há desgaste emocional e perda de confiança nas instituições. O rastreamento das operações fraudulentas costuma ser moroso, e a restituição nem sempre é imediata. Esse cenário reforça a importância de medidas de prevenção e de um sistema de atendimento ágil por parte dos bancos.
Adotar hábitos simples pode criar uma barreira efetiva contra a maioria dos ataques. Confira as principais recomendações para reforçar sua segurança:
Essas práticas, combinadas, aumentam muito a dificuldade de ação dos golpistas, tornando você um alvo menos atraente em meio a milhões de usuários.
Se você identificar transações suspeitas ou descobrir que foi enganado, agir rapidamente é fundamental para minimizar prejuízos:
Quanto antes esses passos forem seguidos, maiores as chances de reverter cobranças indevidas e identificar a origem da fraude.
O uso de inteligência artificial pelos criminosos tende a crescer, permitindo criação de comunicações hiperpersonalizadas e falsificação de documentos em escala. Em resposta, as instituições financeiras investem em autenticação comportamental, biometria avançada e monitoramento em tempo real, já evitando 41,7% das tentativas de fraude no setor de cartões.
Ao mesmo tempo, a capacitação de usuários por meio de campanhas educativas e o compartilhamento de alertas em redes sociais e comunidades são essenciais para a prevenção coletiva. A união entre tecnologia e conscientização fortalece a resistência contra ataques cada vez mais sofisticados.
Em um cenário de ameaças em constante mutação, a melhor defesa é a informação e a adoção de atitudes preventivas. Conhecer as estatísticas, entender os métodos dos golpistas e aplicar as dicas descritas torna cada usuário um agente ativo na segurança financeira. Compartilhe este conhecimento, alerte amigos e familiares e mantenha-se vigilante em todas as suas operações.
Com essa postura, é possível reduzir drasticamente os riscos e garantir um ambiente digital mais seguro para todos.
Referências