No contexto atual, garantir que cada cidadão e cada empresa tenham acesso a serviços financeiros vai muito além de abrir uma conta bancária. É preciso unir inovação, cooperação e responsabilidade social para construir um sistema verdadeiramente inclusivo.
No Brasil, a parcela da população sem conta bancária caiu de 32% para 16% na última década, sinalizando um avanço significativo na redução das desigualdades. Em paralelo, o número de pessoas físicas participantes do sistema financeiro dobrou entre 2018 e 2025, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Globalmente, iniciativas em países como Colômbia (transferências sociais diretas para carteiras digitais) e Quênia (MojaPay) demonstram que a expansão de crédito alternativo e inclusivo e a interoperabilidade de pagamentos são caminhos promissores para fortalecer economias locais.
As principais inovações tecnológicas têm sido pilares de uma mudança estrutural, permitindo que áreas remotas e populações vulneráveis se conectem ao mercado financeiro formal.
A inclusão financeira fortalece o empreendedorismo e amplia o consumo local. Pequenas empresas na América Latina reportaram crescimento de vendas de 20% a 30% ao se conectarem ao sistema digital.
Para as mulheres, o ganho é ainda mais expressivo: em regiões com pagamentos digitais, elas têm 9% menos chance de cair na pobreza e 18,5% mais consumo em comércios locais. Esse efeito multiplicador reforça a redução da pobreza e desigualdade em escala comunitária.
Além disso, a formalização de negócios eleva a arrecadação tributária e viabiliza crédito mais barato, gerando um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico.
Apesar dos avanços, diversos obstáculos ainda limitam a universalização do acesso:
Para avançar rumo à equidade financeira, é essencial combinar esforços de agentes públicos e privados, sempre com foco em sustentabilidade e acessibilidade.
O caminho para a inclusão financeira plena exige diálogo permanente entre fintechs, bancos tradicionais, varejo, reguladores e sociedade civil. Somente assim construiremos um sistema que atenda às necessidades de cada indivíduo, respeitando suas particularidades e promovendo oportunidades de desenvolvimento.
Com investimentos robustos, práticas responsáveis e foco no usuário, temos a chance de transformar realidades: ampliar renda, gerar emprego e reduzir desigualdades. É hora de colocar a tecnologia a serviço de todos, sem exceção.
Referências