Investir em mercados emergentes exige estudo e habilidade para aproveitar oportunidades sem perder de vista os riscos inerentes a essas economias em desenvolvimento.
Mercados emergentes são economias em transição, situadas entre países de alta renda e aquelas ainda em estágio inicial de desenvolvimento.
Esses mercados apresentam características como mercados financeiros menos desenvolvidos, instituições em construção e níveis de liquidez variáveis.
Em geral, a renda per capita é inferior à dos países desenvolvidos e a volatilidade econômica e política tende a ser maior.
Apesar dos desafios, esses mercados podem oferecer ganhos significativos quando integrados de forma planejada a uma carteira global.
No entanto, há motivos sólidos para considerar essa classe de ativos no longo prazo.
Países emergentes tendem a crescer em ritmo superior aos desenvolvidos, impulsionados por urbanização, demografia e adoção de tecnologias avançadas.
Segundo a McKinsey, essas economias responderam por quase dois terços do crescimento global e por mais da metade do novo consumo nos últimos cinco anos.
As ações de mercados emergentes costumam negociar com descontos importantes em relação às dos EUA, apresentando desconto de quase 40% em relação aos mercados desenvolvidos.
Adotar uma posição aberta nesses ativos pode proporcionar diversificação real em seu portfólio, reduzindo a correlação com ações norte-americanas.
Dados históricos mostram que, em um horizonte de 20 anos, investidores em títulos emergentes alcançaram dobro dos retornos em 20 anos comparado a quem permaneceu apenas em países desenvolvidos.
Esse desempenho, embora passado, reforça a importância de manter disciplina, gestão de risco e visão de longo prazo.
Para aproveitar o universo dos mercados emergentes, é crucial definir a abordagem adequada ao perfil e ao horizonte de cada investidor.
Investir em empresas de tecnologia, consumo doméstico, saúde e infraestrutura pode capturar diretamente o crescimento econômico local.
O índice MSCI Emerging Markets, por exemplo, conta com quase metade de suas participações em setores de tecnologia e telecomunicações.
A dívida emergente é dividida em soberana e corporativa, tanto em moeda forte quanto em moeda local, oferecendo várias fontes de retorno.
Uma gestão ativa e flexível em dívida permite ajustar posições conforme cenário de juros globais, câmbio e crédito.
Ativos em moeda forte reduzem a exposição cambial do investidor, focando no risco soberano e de crédito.
Já a dívida ou ações em moeda local podem se valorizar junto com a moeda doméstica e o crescimento interno.
A escolha entre ambas depende do momento macroeconômico e das perspectivas para a moeda local.
Mercados emergentes costumam apresentar maiores ineficiências, o que torna a gestão ativa atraente para quem busca ganhos adicionais.
Por outro lado, estratégias passivas via ETFs funcionam como ponto de partida para clientes iniciantes.
É possível concentrar investimentos em regiões específicas, como América Latina, Sudeste Asiático ou Europa Oriental, aproveitando reformas e oportunidades locais.
Índices regionais, como o S&P Latin America BMI, dão visibilidade a países como Brasil, Chile, Colômbia e México.
Temas como energia renovável, infraestrutura urbana e inclusão financeira podem oferecer exposição a tendências estruturais de longo prazo.
Fundos temáticos e ETFs especializados permitem acesso direto a essas verticais de crescimento.
Investir em mercados emergentes requer planejamento, disciplina e conhecimento das diferentes estratégias disponíveis.
Ao combinar ações, renda fixa, moedas e abordagens ativa e passiva, é possível construir uma carteira robusta e diversificada, pronta para capturar oportunidades e mitigar riscos.
Com visão de longo prazo e gestão de risco adequada, os emergentes podem ser fonte de maior potencial de crescimento do PIB e ganhos expressivos para investidores preparados.
Referências