>
Investimentos
>
Estratégias para Investir em Mercados Emergentes

Estratégias para Investir em Mercados Emergentes

20/05/2026 - 23:12
Maryella Faratro
Estratégias para Investir em Mercados Emergentes

Investir em mercados emergentes exige estudo e habilidade para aproveitar oportunidades sem perder de vista os riscos inerentes a essas economias em desenvolvimento.

O que são mercados emergentes

Mercados emergentes são economias em transição, situadas entre países de alta renda e aquelas ainda em estágio inicial de desenvolvimento.

Esses mercados apresentam características como mercados financeiros menos desenvolvidos, instituições em construção e níveis de liquidez variáveis.

Em geral, a renda per capita é inferior à dos países desenvolvidos e a volatilidade econômica e política tende a ser maior.

Por que investir em mercados emergentes

Apesar dos desafios, esses mercados podem oferecer ganhos significativos quando integrados de forma planejada a uma carteira global.

  • Maior volatilidade, que pode gerar oportunidades de compra
  • Risco político e cambial mais elevado
  • Liquidez menor em determinados segmentos
  • Instituições e mercados financeiros menos desenvolvidos
  • Ciclos econômicos menos previsíveis

No entanto, há motivos sólidos para considerar essa classe de ativos no longo prazo.

Crescimento estrutural acelerado

Países emergentes tendem a crescer em ritmo superior aos desenvolvidos, impulsionados por urbanização, demografia e adoção de tecnologias avançadas.

Segundo a McKinsey, essas economias responderam por quase dois terços do crescimento global e por mais da metade do novo consumo nos últimos cinco anos.

Valuation atrativo e diversificação real

As ações de mercados emergentes costumam negociar com descontos importantes em relação às dos EUA, apresentando desconto de quase 40% em relação aos mercados desenvolvidos.

Adotar uma posição aberta nesses ativos pode proporcionar diversificação real em seu portfólio, reduzindo a correlação com ações norte-americanas.

Potencial de retorno superior

Dados históricos mostram que, em um horizonte de 20 anos, investidores em títulos emergentes alcançaram dobro dos retornos em 20 anos comparado a quem permaneceu apenas em países desenvolvidos.

Esse desempenho, embora passado, reforça a importância de manter disciplina, gestão de risco e visão de longo prazo.

Principais estratégias de investimento

Para aproveitar o universo dos mercados emergentes, é crucial definir a abordagem adequada ao perfil e ao horizonte de cada investidor.

1. Exposição via ações de emergentes

Investir em empresas de tecnologia, consumo doméstico, saúde e infraestrutura pode capturar diretamente o crescimento econômico local.

O índice MSCI Emerging Markets, por exemplo, conta com quase metade de suas participações em setores de tecnologia e telecomunicações.

  • ETFs e fundos passivos para diversificação instantânea
  • Fundos ativos para seleção de empresas com fundamentos sólidos
  • Ações individuais para maior controle e alocação tática

2. Exposição via renda fixa de mercados emergentes

A dívida emergente é dividida em soberana e corporativa, tanto em moeda forte quanto em moeda local, oferecendo várias fontes de retorno.

Uma gestão ativa e flexível em dívida permite ajustar posições conforme cenário de juros globais, câmbio e crédito.

3. Estratégias de moeda

Ativos em moeda forte reduzem a exposição cambial do investidor, focando no risco soberano e de crédito.

Já a dívida ou ações em moeda local podem se valorizar junto com a moeda doméstica e o crescimento interno.

A escolha entre ambas depende do momento macroeconômico e das perspectivas para a moeda local.

4. Gestão ativa versus passiva

Mercados emergentes costumam apresentar maiores ineficiências, o que torna a gestão ativa atraente para quem busca ganhos adicionais.

Por outro lado, estratégias passivas via ETFs funcionam como ponto de partida para clientes iniciantes.

5. Alocação por país ou região

É possível concentrar investimentos em regiões específicas, como América Latina, Sudeste Asiático ou Europa Oriental, aproveitando reformas e oportunidades locais.

Índices regionais, como o S&P Latin America BMI, dão visibilidade a países como Brasil, Chile, Colômbia e México.

6. Investimento temático em emergentes

Temas como energia renovável, infraestrutura urbana e inclusão financeira podem oferecer exposição a tendências estruturais de longo prazo.

Fundos temáticos e ETFs especializados permitem acesso direto a essas verticais de crescimento.

Conclusão

Investir em mercados emergentes requer planejamento, disciplina e conhecimento das diferentes estratégias disponíveis.

Ao combinar ações, renda fixa, moedas e abordagens ativa e passiva, é possível construir uma carteira robusta e diversificada, pronta para capturar oportunidades e mitigar riscos.

Com visão de longo prazo e gestão de risco adequada, os emergentes podem ser fonte de maior potencial de crescimento do PIB e ganhos expressivos para investidores preparados.

Maryella Faratro

Sobre o Autor: Maryella Faratro

Maryella Farato, 28 anos, é educadora financeira para mulheres no sobrevivaonline.net, empoderando com estratégias de poupança, investimentos e independência econômica acessíveis.