Na era da economia digital, o cartão de crédito transcende a simples função de pagamento. Ele reflete escolhas, sonhos e, muitas vezes, desafios que moldam o cotidiano de milhões de brasileiros.
Hoje, 66% dos brasileiros possuem ao menos um cartão de crédito e dependem dele como principal produto financeiro. Esse plástico traz praticidade sem depender de dinheiro e oferece parcelamento e pagamento diferido, facilitando o acesso a bens e serviços imediatos.
Segundo a Confederação Nacional do Comércio, 84,5% dos casos de endividamento das famílias têm origem no cartão, mostrando como essa conveniência pode se tornar um grande vilão em situações de uso desmedido.
Quando usado com responsabilidade, o cartão de crédito pode ser uma poderosa ferramenta financeira:
Em julho de 2025, 78,5% das famílias brasileiras estavam endividadas, e a inadimplência atingiu 30,2% – o maior índice desde setembro de 2023. O rotativo, com juros acima de 445% ao ano, registra uma inadimplência superior a 60%.
O uso descontrolado, aliado à falta de educação financeira, gera um ciclo de dívidas sem fim que afeta especialmente a classe média e o público feminino. Além do impacto no bolso, surgem impactos emocionais como ansiedade e estresse, refletidos em noites sem sono e preocupações constantes.
Os cartões são utilizados para diversas finalidades, mas algumas práticas merecem atenção especial. Confira a seguir a divisão aproximada dos principais usos:
Esses padrões indicam que muitos brasileiros utilizam o cartão para necessidades básicas, o que pode agravar o endividamento quando combinado a altas taxas de juros.
Em 2025, o Congresso aprovou um teto de 100% para os juros do rotativo, trazendo um alívio após a média de 445% ao ano. Essa medida busca conter o endividamento recorde e incentivar o uso de créditos com custos mais previsíveis.
Paralelamente, cresce a adoção de carnês e outras formas de parcelamento, em busca de busca por menores custos e previsibilidade. Porém, a trajetória de longo prazo mostra aumento de famílias endividadas de 57,5% em 2015 para 76,1% em 2025.
As famílias de renda baixa e média são as mais vulneráveis, pois, com inflação e desemprego, qualquer imprevisto pode comprometer o orçamento. No entanto, observa-se uma mudança gradual: após recordes de endividamento, cresce o interesse por planejamento e controle.
A expectativa é de um arrefecimento no ritmo de endividamento, mas a inadimplência pode permanecer alta até o final de 2025, exigindo cautela e disciplina dos consumidores.
Entender os indicadores ajuda a tomar decisões mais informadas:
84,5% – principal meio de endividamento é o cartão de crédito.
78,5% – famílias brasileiras endividadas.
30,2% – taxa de inadimplência em julho de 2025.
60% – inadimplência no crédito rotativo.
Ao compreender os pontos fortes e as armadilhas do cartão de crédito, você pode aproveitar seus benefícios com responsabilidade e evitar que a dívida se torne um fardo. Planejamento, educação financeira e disciplina são as chaves para transformar esse instrumento em aliado na construção de um futuro mais seguro.
Referências